Metodologia · 6 min de leitura
A metodologia das 75 Razões: como cada problema é escolhido
Um município, um problema real, uma resposta de mandato. Entenda o critério técnico por trás do projeto-piloto nos 10 maiores municípios de Sergipe.
O projeto 75 Razões por Sergipe parte de uma premissa simples: cada município tem um problema crônico que se repete há anos, atravessa gestões e continua sem resposta estruturada. A proposta é enfrentar um problema por vez, com diagnóstico documentado e um compromisso de atuação parlamentar verificável.
1. Ordenação pelos dados oficiais
A fase piloto trabalha com os 10 maiores municípios do estado, segundo as estimativas populacionais oficiais do IBGE para 2025 — de Aracaju (630.932 habitantes) a Nossa Senhora da Glória (43.686). A ordem não é política: é populacional.
2. Diagnóstico preliminar e validação
Todo problema apresentado é um diagnóstico preliminar. Antes de cada gravação ou ação pública, ele é confirmado com três fontes: documentos oficiais (planos municipais, licitações, acórdãos do Tribunal de Contas), imprensa local e escuta direta dos moradores. Quando a documentação pública não é suficiente para afirmar que aquele é o maior problema do município, isso é dito de forma explícita — como no caso de Simão Dias.
3. Propostas dentro dos limites de um mandato estadual
Não adianta prometer o que uma cadeira na Assembleia não entrega. As propostas foram formuladas para instrumentos realmente compatíveis com um mandato estadual:
- Fiscalização de obras, contratos e concessionárias.
- Requerimentos e indicações formais ao Executivo.
- Audiências públicas nos territórios afetados.
- Participação no ciclo orçamentário: PPA, LDO e LOA.
- Articulação institucional entre Estado, municípios e agências reguladoras.
- Destinação de emendas dentro dos limites legais.
4. Entrega concreta e prazo
Cada razão termina com uma entrega concreta — um documento, um painel, um relatório ou uma audiência com prazo definido. É o que permite ao eleitor cobrar depois, com data e protocolo na mão.
